06 dezembro 2014

[Resenha] A Máquina de Contar Histórias - Maurício Gomyde




Sinopse - Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias , o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.



Desde o início da leitura de "A máquina de contar histórias" eu já estava determinado a não gostar de Vinícius Becker. Quem deixa a esposa convalescer de leucemia sozinha e coloca sua filha mais velha para cuidar dela, enquanto ele se tranca em seu mundinho? 

Pois é, é exatamente isso que Vinícius faz. E só quando sua esposa Viviana falece é que ele se dá conta de como errou e tenta se redimir.

É impossível não se emocionar com a história, com sua filha Valentina e até mesmo pela paixão de Vinícius pela escrita. Mas em paralelo a isso, o leitor também fica magoado com Vinícius, como se tivesse sofrido sua negligência junto com a família. 

Essa capacidade de criar sentimentos opostos em uma mesma cena, enriquece a obra de maneira extraordinária.

Além de toda essa carga emocional que o livro apresenta, temos também um vislumbre sobre o processo da escrita, graças aos pensamentos e comentários do protagonista.

“(...) No fundo, as pessoas não compram autores, não compram livros, Compram a emoção que a história promete proporcionar. O que cada leitor quer é, durante a imersão no mundo criado pelo escritor, esquecer-se dos problemas, angústias e tragédias do dia a dia. Ou, ainda que por alguns instantes, experimentar uma vida diferente da sua realidade”. (pág. 126)

1 comentários:

  1. Gostei do livro pela escrita do Maurício. Na verdade odiei o Vinícius e suas técnicas para escrever, seu jeito metódico e sua insana busca pelo sucesso e dinheiro, tudo muito obsessivo, e ele dizer que amava a esposa mais do que tudo e largar ela na hora da doença e colocar a filha adolescente pra fazer seu papel, se redimindo ou não ele não me ganhou. Mas o livro é muito bom, com certeza. Beijos
    Viviane
    Razão e Resenhas

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