24 maio 2014

[Resenha] Vinte garotos no verão - Sarah Ockler


Sinopse - Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que você aprecia a preocupação delas, de que a vida continua. Em segredo, elas se perguntam quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, é esse o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você jamais esquecerá). As pessoas não querem saber que você jamais comerá bolo de aniversário de novo porque não quer apagar o sabor mágico de cobertura nos lábios beijados por ele. Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não. Que na primeira tarde de suas férias de verdade você se senta diante do mar, o rosto quente sob o sol, desejando que ele lhe dê um sinal de que está tudo bem.



"Vinte garotos no verão" é um dos livros mais emocionantes publicados pela Editora Novo Conceito nos últimos tempos. Narrado sob o ponto de vista de Anna, uma jovem que descobriu o seu primeiro amor com o seu melhor amigo. Mas que também descobriu a perda....

Anna, Frankie e Matt eram inseparáveis. Sempre juntos nos bons e maus momentos, até que Anna e Matt resolvem ter um "segredo" só dos dois. Antes de poderem revelar a irmã de Matt, Frankie, o que estava acontecendo entre eles, um terrível acidente...

"Juntos. Felizes. Inteiros.
Os três corações.
As possibilidades infinitas.
E então.... meu sundae voou de minhas mãos em direção ao painel. 
Derrapando.
Gritando.
Batendo.
Vidro quebrado.
O volante girando". (p. 20)

Anna precisa seguir em frente ao mesmo tempo em que mantêm o segredo de Frankie. Uma linda história sobre superação e a necessidade de se seguir em frente, sem esquecer aqueles que amamos.

Em relação a revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é linda e combina perfeitamente com a trama.

"Eu o beijei. Esqueci o tempo. Esqueci meus pés. Esqueci as pessoas lá fora esperando que voltássemos à festa. Esqueci o que acontece quando amigos cruzam esse limite. E, se meus pulmões não se enchessem, se meu coração não batesse e meu sangue não pulsasse contra a minha vontade, eu teria me esquecido deles também". (p. 11)

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