13 maio 2014

[Resenha] Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa - Carol Rifka Brunt


Sinopse - 1987. Só existe uma pessoa no mundo inteiro que compreende June Elbus, de 14 anos. Essa pessoa é o seu tio, o renomado pintor Finn Weiss. Tímida na escola, vivendo uma relação distante com a irmã mais velha, June só se sente “ela mesma” na companhia de Finn; ele é seu padrinho, seu confidente e seu melhor amigo. Quando o tio morre precocemente de uma doença sobre a qual a mãe de June prefere não falar, o mundo da garota desaba. Porém, a morte de Finn traz uma surpresa para a vida de June – alguém que a ajudará a curar a sua dor e a reavaliar o que ela pensa saber sobre Finn, sobre sua família e sobre si mesma. No funeral, June observa um homem desconhecido que não tem coragem de se juntar aos familiares de Finn. Dias depois, ela recebe um pacote pelo correio. Dentro dele há um lindo bule que pertenceu a seu tio e um bilhete de Toby, o homem que apareceu no funeral, pedindo uma oportunidade para encontrá-la. À medida que os dois se aproximam, June descobre que não é a única que tem saudades de Finn. Se ela conseguir confiar realmente no inesperado novo amigo, ele poderá se tornar a pessoa mais importante do mundo para June. "Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa" é uma história sensível que fala de amadurecimento, perda do amor e reencontro, um retrato inesquecível sobre a maneira como a compaixão pode nos reconstruir.

"Diga os lobos que eu estou em casa" é um livro extremamente sensível que, além de apresentar uma protagonista tão jovem, carismática e incrível, fala sobre a perda das pessoas que amamos.

June tem 14 anos e é uma jovem que é muito tímida e que se sente mais próxima de seu padrinho Finn, um homem considerado excêntrico. Um artista, um homem sensível, que é homossexual (lembrando que a história se passa em 1987, tentem pensar em como era a sociedade no período) e que está morrendo. 

O relacionamento de Finn e June é muito bonito. De certa forma é como se um tivesse um pedacinho da alma do outro e o amor entre eles é tão puro e incondicional que é impossível não se emocionar.

"- É isso que eu quero para você - disse. - Quero que conheça apenas as melhores pessoas". (p. 66)

Infelizmente o pior acontece e June perde seu amado tio. No funeral, aparece um homem misterioso chamado Toby e que seus pais afirmam que é o responsável pela morte de Finn. Toby pede para conversar com June e a partir daí temos uma profunda jornada emocional.

Uma escrita sensível e uma trama emocionante. Com certeza estarei acompanhando os próximos livros da escritora.

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa chama a atenção e é diferente.

"Porque ela vai chorar, se eu encontrá-la. Suas lágrimas contam a história do que ela sabe. Que passado, presente e futuro são uma única coisa. Que não há aonde ir daqui. O lar é o lar é o lar". (p. 453)

2 comentários:

  1. Que babado! Não sabia que esse livro seria assim tão doce. Pelas suas palavras vou gostar, de cara. Estou com o livro aqui, li a sinopse, claro, porém não tinha a impressão de algo tão sensível. Sua resenha em animou, será minha próxima leitura.
    Obrigada Alef. ^^

    Beijos
    Viviane
    RR

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  2. Oie :)
    Já conhecia o livro, mas ainda não o li.
    Realmente não tinha ideia do que se tratava o livro e fiquei surpresa em saber que é um livro tão emocionante!
    Amei a resenha ♥
    Beijos

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