18 março 2014

[Resenha] "Tempo de Mudanças" - Lisa Jewell


Sinopse - "Em um hospital em Bury St Edmunds, Daniel Blanchard está morrendo. A amiga Maggie May é sua companheira nesta jornada até o fim: senta-se ao seu lado todos os dias, segurando-lhe a mão e ouvindo histórias de sua vida, seus arrependimentos e seus segredos: os filhos que nunca conheceu e que, provavelmente, nunca conhecerá. Lydia, Dean e Robyn não conhecem o pai e também não se conhecem. Ainda... Todos eles estão passando por uma fase de mudanças e de dificuldades: Lydia carrega as cicatrizes de uma infância traumática e, embora seja rica e bem-sucedida, sua vida é solitária e confusa. Dean é um jovem sobrecarregado por uma responsabilidade imprevista, cuja vida está indo para lugar nenhum. E Robyn começou a faculdade de medicina, mas sente que alguma coisa não está certa. Três jovens com histórias muito diferentes, mas que se sentem igualmente perdidos e à procura de alguma coisa, como se faltasse um elo para dar sentido às suas vidas. E então, quando eles percebem que seus caminhos estão se cruzando, tudo começa a mudar..."


Minha opinião - "Tempo de Mudanças" é uma trama com um enredo complexo, que atravessa o tempo e relaciona um grupo de estranhos de forma inusitada. Desde os personagens apresentados no início do livro, quando a história narrada em terceira pessoa conta a vida de Glenys, seu marido Trevor e seu cunhado Rodney até os tempos atuais onde o livro irá descrever a solitária vida de Lydia Pike, Robyn Inglis e Dean.

Os personagens presentes nesse livro são fortes e ao mesmo tempo frágeis. Dean tem apenas 21 anos e sua namorada Sky está grávida. Quando que a sua vida mudou tanto?
Robyn tem 18 anos, está prestes a começar a estudar medicina na University College London e tem pais amorosos. Quando que ela começou a sentir que faltava algo em sua vida?

Lydia é independente, financeiramente mais que estável e só tem sua melhor amiga Dixie e sua família, composta por Clem e a pequena Viola como apoio. Quando a sua vida se tornou tão solitária?

Em meio a vidas distintas, o caminho desses três protagonistas encontram um elo: Daniel, um homem de 53 anos que está morrendo em uma casa de repouso.

Com uma carga emocional muito forte o livro debate os laços que criamos durante a vida, sejam eles de sangue ou de coração e a necessidade do ser humano em se sentir conectado com alguém.

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é simplesmente fabulosa.

"Essa tranquilizadora reafirmação de que tudo continuaria, minuto a minuto, dia a dia, ano a ano, século a século. A compreensão de que a vida era maior do que sua experiência de vida; de que muito depois que tivesse ido embora haveria outros como ela; que talvez um dia, quando tudo o que restasse dela fosse um bloco de granito num cemitério do País de Gales, alguém em algum lugar talvez dissesse: A tia-avó da minha mãe ganhou uma fortuna com tinta, sabia? Ou talvez não". (p. 324)

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