29 dezembro 2012

Resenha: Hathor - Markus Thayer (by Daiane Carvalho)



John McBrian é aluno em uma renomada faculdade de Cambridge. Entretanto, sua vida pacata de estudante está prestes a mudar. O que a princípio parecia ser apenas um trabalho de escola coloca o jovem inglês em extremo perigo.
Um mistério intrigante, fenômenos inexplicáveis e mensagens criptografadas levam John a cruzar o oceano, onde seu destino o aguarda. 
Leia o primeiro capítulo: http://migre.me/3IYW8








Olá!
Sei que sumi daqui por um TEMPÃO. Mas não, a coluna de livros nacionais não acabou, e eu também não deixei de ser colunista do blog.
O livro de hoje é Hathor, como vocês podem ler no titulo do post. Sei que muita gente já resenhou esse livro e blá blá blá. Mas estou aqui pra resenhar ele, porque de certa forma é um livro bem conhecido no “mundo literário dos livros nacionais”. Confesso que sempre fui louca pra ler esse livro, mas por conta da correria não consegui lê-lo.
O livro conta inicialmente a historia de John McBrian (que é, e não é o personagem principal da historia), a partir do momento em que ele vai à biblioteca da faculdade e encontra um mapa dentro de um livro. E como havia ido à biblioteca para fazer um trabalho, ele resolve procurar o professor que passou o trabalho e avisá-lo sobre o tal mapa. O Professor fica super curioso e resolve investigar esse tal mapa. John acaba também contando pra um amigo (que não é tão amigo assim) sobre o mapa, e os três embarcam em uma aventura.
Os primeiros dois capítulos me fizeram parar literalmente, e questionar a mim mesma se esse era mesmo um livro nacional. E sim, é. Depois, ao longo da leitura, o autor acabou se perdendo um pouco. Confesso que se o livro tivesse andado assim como os dois primeiros capítulos seria, provavelmente, um dos meus livros nacionais preferidos. No entanto, não foi bem assim.

CONTRAS
- A narrativa é bem simples e repetitiva, existem vários diálogos e ações que se repetem ao longo da narrativa, e isso me incomodou muito.
- Senti falta dos detalhes, os cavalos, por exemplo, não é possível sentir a presença deles ali. Está escrito que estão ali, mas o autor não te convence disso por falta de detalhes.
- Não é possível ter uma característica que defina cada personagem. Talvez por existir muitos, mas não consegui me apegar a nenhum.

PRÓS
- O autor cria um novo mundo chamado Hathor. Que é incrível. Muitas vezes me vi morando lá.
- As explicações para o “novo mundo” é bem fácil e desperta um interesse relativamente alto.
- O fato da historia se passar no ano de 1856 também me faz gostar um pouco mais do livro.


OPINIÃO
Eu esperava bem mais desse livro, acho que se continuasse com a parte de enigmas e tudo mais dos primeiros dois capítulos seria bem mais interessante. A historia, em minha opinião, deu uma reviravolta e tanto. Foi como se da metade do livro adiante começasse uma nova historia, TOTALMENTE DIFERENTE. Porem, muito interessante, e em momento algum eu senti vontade de abandonar o livro.
Não esperava que se tratasse de um novo mundo, uma coisa mais cientifica, e isso pra mim foi o ponto principal da historia. De forma geral o livro foi bom, mas poderia ser melhor. O mundo de Hathor tem tudo para agradar os leitores, apesar de eu não gostar de romances históricos, gosto de livros que retratam o passado, mas no futuro (tipo Feios, do Scott Westerfel e Jogos Vorazes, da Suzanne Collins), mas calma, o livro não prioriza tanto a parte histórica e também não tem nada haver com passado no futuro. Só é um mundo sem tanta tecnologia como as de hoje em dia.
Acho que o livro merecia uma nova edição, uma edição melhorada e com mais detalhes. Também seria bom se os personagens não fossem tantos. Enfim, recomendo Hathor para aqueles que buscam por uma aventura leve e sem grandes descobertas do tipo Harry Potter.

14 comentários:

  1. Nossa adorei a resenha e a história do livro, mais jurava que o livro não era de um auto brasileiro me surpreendeu fiquei apaixonada pelo livro adoro esse tipo de história preciso comprar esse livro

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    1. Realmente, em vários pontos do livro me perguntei se era realmente uma obra de um autor brasileiro.

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  2. Parece ser um livro fácil e tranquilo de ler, eu leria ele sem problemas e por ter mistérios adoraria com toda certeza.

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    1. Não parece... É um livro fácil e tranquilo de ler. Tenho certeza de que vai gostar.

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  3. Curioso fiquei com a capa... diferente, ou estranha eu acho... mas em se tratando de outros mundos, mistérios e aventuras, tenho certeza que vou me surpreender com a historia... E se em nenhum momento mencionasse que ser um titulo nacional eu julgaria pelo nome do autor, Markus Thayer, e pensaria ser literatura internacional... hehehehe... estarei encontrando esse mapa e embarcando tbm nessa aventura... vlw por compartilhar conosco seu parecer Daiane... abraço...

    Atenciosamente,
    Me.

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    1. Tenho certeza de que vai se surpreender com a história, assim como eu me surpreendi...
      Sei que é um livro de autor nacional mas ainda não consigo acreditar nisso.
      Espero que embarque nessa aventura também.

      Beijos,
      Dai :*

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Bom, Dayane.. Eu já tinha visto algumas outras resenhas de Hathor e, inclusive, é um dos livros que quero ler um dia (embora não possa nem tão cedo, pois tenho uma fila de quase 200 comprados e ainda não lidos me aguardando), mas confesso que estou de coração partido por algo que você disse: "Os primeiros dois capítulos me fizeram parar literalmente, e questionar a mim mesma se esse era mesmo um livro nacional.". Na boa, como amante da literatura nacional que sou, não nego que fico profundamente triste cada vez que vejo um comentário do gênero. Não consigo distinguir a diferença entre um escrito nacional e um estrangeiro. Existem escritores nacionais que de longe escrevem melhor que muitos autores bestsellers do New York Time. A Christine M. (Sob a Luz dos Seus Olhos / Meus Melhores Rascunhos / O que não diz a Lenda), Nanuka Andrade (Camundo / O Ladrão de Destinos) Roberta S. e Oriana C. (Contos de Meigan), Rubem Condenera (Carmela & Lorenzo), Denis Lenzi (O Entregador de Bonecos) dentre tantos outros que só tornariam esta lista mais extensa são ótimos exemplos disso. Então, passado o desabafo, voltemos ao foco do comentário, a resenha. Como disse antes, eu já queria ler o livro, mas ler seus prós e contras me ajudou de certa forma. Comprarei assim que puder. Obrigado.

    E como há braços, abraços.
    Caleb Henrique - Viajante Literário

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    1. Olá Caleb.
      Um dos motivos de eu ter aceitado ser colunista aqui do blog foi pelo fato de eu poder conhecer mais as obras nacionais, consequentemente os autores. Acho que o que distingui um autor estrangeiro e de um nacional é a confiança. Autores estrangeiros não tem medo de se arriscar, apostam naquilo que acreditam, confiam em suas obras.
      Já os nacionais pensam muito no que os outros (leitores, editoras...) vão achar de suas histórias. Bom, essa é a minha opinião, o meu ponto de vista.
      Fico feliz de ter ajudado. Espero que mais cedo ou mais tarde você leia Hathor, tenho certeza de que vai gostar.

      Beijos,
      Dai :*

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    2. Sarah Vidal02/01/2013 17:21

      Quando um autor brasileiro publica um livro, ele, praticamente, paga por toda a edição. Ou seja, ele gasta de 10 a 20 mil reais (fora a divulgação). E os autores fazem isso sabendo que o livro pode não vender (e sabendo que a maioria dos leitores não vão dar uma chance a eles simplesmente por serem brasileiros).

      Isso é confiança.
      Eu respeito muito muito muito os autores nacionais. Na verdade, os melhores livros que li na minha vida foram de autores brasileiros, inclusive Hathor.

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    3. Olá Sarah, concordo plenamente com você.
      Porém quando disse confiança, quis dizer na "capacidade", "vontade" em desenvolver a história, o texto, a narrativa e não a publicação em si.
      Quanto a Hathor, sim eu gostei muito do livro também, só que não era o que eu imaginava.

      Agradeço pelo comentario.
      Beijos, Dai :*

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    4. Sarah Vidal03/01/2013 17:31

      Oh, dear... D:
      O que vc disse? Que nossos autores não tem capacidade?

      Acho que vc precisa de tempo para repensar esta ideia. Com os anos vc vai entender que capacidade, vontade e espítito artístico não depende da nacionalidade de seu artista.

      A arte é um estado de liberdade.
      O jeito bestseller de escrita é apenas um jeito, e não o jeito certo. Existe um universo literário inteiro a ser explorado. Cada escritor é único, cada livro é único.







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  6. Olá, Daiane.

    Li sua resenha de Hathor e quero dizer em primeiro lugar que respeito muito sua opinião.

    Mas, apesar de encontrar alguns erros do livro na sua resenha, porque ajudei a revisar o livro, eu não concordo quando diz que autores estrangeiros não tem medo de se arriscar e os nacionais pensam muito no que os outros vão achar.

    Trabalho com autores nacionais e vejo diariamente que eles escrevem com o coração, põe toda sua energia e alma em um livro. A maioria paga para a editora imprimir então, não escrevem para agradar as editoras.

    Fico um pouco chateada, por parecer até um preconceito com os autores nacionais. Tem muita gente super talentosa no Brasil, muitos escritores que merecem seu espaço, porque tem tanto ou muito mais talento que os estrangeiros. Mesmo porque, aqui no Brasil só chega os best seller.

    Só gostaria de deixar a minha opinião.

    Nenhum autor escreve para agradar todo mundo, não tem como ser assim.
    Mas, respeito muito sua opinião.

    Muito obrigada pela atenção.
    Abraços, Melissa.

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    1. Olá Mel.
      Quando disse que autores estrangeiros não tem medo de se arriscar e os nacionais pensam muito no que os outros vão achar, isso é só a minha humilde opinião, é o que eu percebo quando leio, é o que dá a entender. Não que isso seja necessariamente uma verdade.
      Não duvido de nada do que disse... mas como disse anteriormente é o que dá a entender quando, EU leio.
      Não tenho preconceito com autores nacionais se é isso que parece, apenas quero/tento conhece-los. Creio que realmente há muita gente talentosa no Brasil, mas como disse eu não costumo ler livros nacionais, foi por isso que resolvi fazer parte desse coluna aqui no Floreios e Borrões.

      Respeito a sua opinião igualmente.
      Obrigado pelo comentário.
      Beijos, Dai :*

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